O tabuleiro político de Minas Gerais pode sofrer uma reconfiguração drástica nas próximas semanas. O deputado estadual Eduardo Azevedo, do Partido Liberal (PL), irmão do senador Cleitinho Azevedo, deu a entender em Belo Horizonte que a definição sobre uma candidatura ao governo mineiro já foi tomada internamente.
A declaração, feita no início de junho de 2026, acendeu os holofotes sobre o futuro eleitoral da família Azevedo. Segundo Eduardo, o anúncio oficial deve ocorrer "nos próximos dias". Para quem acompanha a política mineira, isso significa que a especulação nos bastidores pode virar fato concreto muito em breve.
A decisão iminente e o vácuo de liderança
O cenário é tenso. Partidos da direita aguardam a movimentação de Cleitinho para estruturar suas alianças. Se o senador não assumir a disputa pelo Palácio Tiradentes, todo o projeto de chapa majoritária pode ser relegado ao "segundo plano", conforme alertou Eduardo Azevedo.
"Por enquanto, esperando a definição do Cleitinho. Se ele não definir, vai passar para o segundo plano. Mas nada definido", afirmou o deputado estadual. A mensagem é clara: a bola está com o senador. Enquanto isso, o próprio Cleitinho pediu cautela à imprensa e aos aliados, solicitando uma pausa nas especulações até que houvesse um posicionamento oficial.
Essa jogada de silêncio estratégico é comum em campanhas antecipadas, mas gera ansiedade entre os articuladores das siglas envolvidas. A falta de clareza impede que negociações de coalizão avancem, mantendo o campo político em estado de espera.
Quem seria o vice? Os nomes cotados
Mesmo sem confirmação da candidatura principal, as conversas sobre a composição da chapa já começaram. Quando questionado sobre a possibilidade de Luís Eduardo Falcão, também do Republicanos, ser o vice, Eduardo Azevedo disse que ainda não há definição formal. No entanto, ele citou três nomes que considera de "grande potencial":
- Luís Eduardo Falcão: Senador experiente e parceiro natural dentro do mesmo partido.
- Vittorio Medioli: Nome emergente com forte base regional.
- Flávio Roscoe: Político com histórico de gestão pública relevante.
"Ainda não. Mas o Cleitinho tem uma aproximação muito grande com ele [Falcão], com o Vittorio Medioli e com o Flávio Roscoe. São três nomes de grande potencial", detalhou Eduardo. A escolha do vice será decisiva não apenas para equilibrar a chapa geográfica e ideologicamente, mas também para consolidar as alianças partidárias necessárias para vencer as eleições de 2026.
O efeito dominó na família Azevedo
A decisão de Cleitinho não afeta apenas sua própria carreira. Ela tem implicações diretas para seu irmão gêmeo, Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis. Atualmente, Gleidson está alinhado para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Partido Novo.
No entanto, fontes próximas indicam que Gleidson não descarta migrar para o Republicanos e tentar uma cadeira no Senado Federal caso Cleitinho concorra ao governo. A lógica é simples: aproveitar o capital político e a transferência de votos do irmão mais velho para garantir uma eleição senatorial. Essa estratégia, contudo, encontra resistência interna.
Diretivos do Partido Novo contestam essa narrativa, afirmando que a candidatura de Gleidson à Câmara está "alinhada" e que não há previsão de mudança de rota. A tensão entre a ambição familiar e as estruturas partidárias tradicionais promete ser um dos dramas secundários desta pré-campanha.
Contexto histórico e expectativas
A família Azevedo sempre foi vista como uma força política coesa na direita mineira. Com Eduardo se autodenominando o "mais ideológico" dos três irmãos, o trio representa diferentes facetas do espectro conservador local. A possível ascensão de Cleitinho ao governo estadual marcaria o ápice dessa trajetória coletiva.
Para os observadores políticos, a janela de oportunidade para anunciar a candidatura é estreita. Quanto mais tempo demorar a decisão, maior o risco de outros nomes da oposição ganharem espaço e de as bases eleitorais se fragmentarem. O anúncio esperado nos próximos dias será, portanto, mais do que uma notícia: será o disparo inicial da corrida pelo poder em Minas Gerais.
Perguntas Frequentes
Quando Cleitinho Azevedo deve anunciar sua candidatura?
Segundo declarações de seu irmão, o deputado Eduardo Azevedo, a decisão já pode ter sido tomada internamente e o anúncio oficial deve ocorrer nos próximos dias após as declarações de junho de 2026.
Quem são os possíveis candidatos a vice-governador?
Eduardo Azevedo citou três nomes de "grande potencial": o senador Luís Eduardo Falcão, Vittorio Medioli e Flávio Roscoe. Ainda não há uma definição oficial sobre quem comporá a chapa.
O que acontece se Cleitinho não candidatar-se?
Eduardo Azevedo alertou que, se Cleitinho não definir sua candidatura rapidamente, o projeto de chapa majoritária da direita pode passar para um "segundo plano", permitindo que outros líderes ganhem destaque.
Como a decisão afeta Gleidson Azevedo?
Se Cleitinho concorrer ao governo, há especulações de que Gleidson, irmão gêmeo, possa abandonar a disputa pela Câmara dos Deputados pelo Partido Novo para tentar o Senado Federal pelo Republicanos, aproveitando a transferência de votos.
Qual é a posição atual do Partido Novo sobre Gleidson?
A direção do Partido Novo afirma que a candidatura de Gleidson Azevedo à Câmara dos Deputados está alinhada e que a cúpula da sigla não acredita na possibilidade de uma mudança de rota imediata.