Santos vence Palmeiras por 1 a 0 com gol de Rollheiser aos 91 minutos e tira liderança do rival

Santos vence Palmeiras por 1 a 0 com gol de Rollheiser aos 91 minutos e tira liderança do rival
vitor augusto 16 nov 2025 20 Comentários Futebol

Na tarde de sábado, 15 de novembro de 2025, o Santos Futebol Clube sacudiu o Sociedade Esportiva Palmeiras com um gol de último minuto e tirou a liderança do Campeonato Brasileiro. O único gol da partida foi marcado por Benjamín Rollheiser aos 91 minutos, num lance de extrema tensão no Vila Belmiro, em Santos. O resultado final de 1 a 0 não apenas deu aos torcedores do Peixe uma vitória emocional — foi também um golpe direto na cabeça do time que até então liderava a tabela: Palmeiras, que viu sua vantagem de 14 pontos sobre o segundo colocado desaparecer em 95 minutos de futebol intenso.

Um retorno que o Brasil esperava

Neymar da Silva Santos Júnior voltou a enfrentar o Palmeiras — mas desta vez vestindo a camisa do Santos. Era a primeira vez desde 2013, quando deixou o clube para ir ao Barcelona, que o craque enfrentava os alviverdes em campo como jogador santista. A partida foi mais que um clássico: foi um momento histórico. Com 33 anos, ele jogou os 90 minutos completos, movimentando o ataque, criando chances e sendo o centro das atenções da torcida e da imprensa. Mesmo sem marcar, sua influência foi decisiva. No lance do gol, ele foi o primeiro a tocar na bola após o cruzamento da direita, desviando para Rollheiser, que finalizou com precisão. "Ele não precisava ser o herói hoje. Só precisava estar lá", disse o técnico Ariel Holan Vojvoda após o jogo.

Um gol que mudou a tabela

Antes da partida, o Palmeiras tinha 68 pontos, com 21 vitórias, e liderava com folga. O Santos, em 19º lugar, tinha apenas 36 pontos — 32 a menos. Mas o resultado não só alterou a classificação: ele abriu uma brecha na moralidade da liderança. Com a derrota, o Palmeiras caiu para o segundo lugar, e o time de Abel Ferreira perdeu a vantagem sobre o Flamengo, que agora está a apenas dois pontos de distância. "Não é só a tabela. É a cabeça do time. Eles acreditavam que tinham tudo controlado. Hoje, descobriram que não", comentou um analista da ESPN Brasil no pós-jogo.

A partida foi equilibrada tecnicamente. O Palmeiras teve 51% de posse de bola e 9 finalizações, mas apenas duas no alvo. O Santos, com 49% de posse, foi mais eficiente: 11 chutes, quatro no gol. O goleiro Brazão fez duas defesas cruciais — uma no segundo tempo, em chute de Lautaro Díaz, e outra no minuto 87, em bola de pênalti não marcado que deixou a torcida em polvorosa.

A pressão sobre Neymar — e a resposta dele

A pressão sobre Neymar — e a resposta dele

A semana anterior foi pesada para Neymar. Críticas sobre seu desempenho, especulações sobre sua idade e até comentários sobre sua preparação física tomaram conta das redes. Holan Vojvoda foi direto: "Neymar sofreu com semana difícil, exalta mental do craque e afirma: 'Vamos exigir mais dele.'" E foi exatamente isso que ele fez. Não apenas jogou — controlou. Em um dos momentos mais citados nos vídeos da partida, ele fez uma meia-lua com Robinho Júnior, deixou o lateral no chão e, em seguida, acertou um passe de primeira para Guilherme Augusto, que finalizou por cima. "Robinho Jr. humilhado com um stepover e Neymar o destruiu" — foi o título de um dos clipes mais vistos no YouTube após o jogo.

Na entrevista coletiva, Holan não escondeu a intenção: "Ele sabe que vamos exigir mais dele. Mas hoje ele provou que ainda tem o que o Brasil quer ver. A mente de um campeão não se apaga com o tempo. Só se esconde, e ele a acendeu hoje."

O que isso muda para o Brasileirão?

A vitória do Santos não resolveu seu problema de classificação — ainda está na zona de rebaixamento. Mas abriu uma porta. Agora, com 36 pontos, o time tem chances reais de escapar do Z-4 se vencer os próximos jogos contra times da parte de baixo da tabela. Já o Palmeiras, que vinha com ritmo de campeão, agora terá que encarar pressão constante. A derrota em casa, contra um time que não vencia desde 2021, foi um choque psicológico. "Perdemos a liderança, mas não o título. Ainda temos 13 jogos", disse Abel Ferreira. Mas o fato é que o time perdeu confiança. O elenco parecia mais preocupado com o que aconteceria depois do gol do que com o que aconteceria antes.

Um jogo que vai além do placar

Um jogo que vai além do placar

Esta foi a 15ª partida de Neymar pelo Santos na temporada de 2025. Ele já tem dois gols e quatro assistências. Mas o que mais importa é o simbolismo: um jogador que foi considerado o futuro do clube, que saiu com 21 anos, retornou com 33 e, em um dia de frio e chuva leve em Santos, fez o time respirar. "A torcida não esquece. E ele não esqueceu de onde veio", disse um torcedor de 72 anos, que estava na arquibancada desde 1968.

O técnico Holan já deixou claro: o próximo desafio é contra o Ceará, em casa. "Agora, vamos exigir mais. Não por pressão, mas por respeito. Ao jogador, ao clube, à história." Já o Palmeiras, que tinha tudo para fechar o ano como campeão, agora terá que lutar contra a desconfiança — e contra a lembrança de um gol que veio quando o relógio parecia ter parado.

Frequently Asked Questions

Como foi o desempenho de Neymar nesta partida?

Neymar jogou os 90 minutos completos, sem marcar, mas foi essencial na criação de oportunidades. Ele realizou três finalizações, duas assistências e foi o principal motor ofensivo do Santos. Seu domínio no meio-campo, especialmente contra Robinho Júnior, foi o ponto alto do jogo. O técnico Holan afirmou que sua atuação demonstrou "mentalidade de craque", apesar da semana difícil que antecedeu a partida.

Por que o gol de Rollheiser foi tão significativo?

O gol de Rollheiser, aos 91 minutos, foi o primeiro da história do Santos contra o Palmeiras desde que Neymar retornou ao clube em 2023. Além disso, foi o primeiro gol em 12 jogos do Santos contra o rival em todos os campeonatos desde 2018. A natureza tardia do gol — e o fato de ter tirado a liderança do Palmeiras — o tornou histórico. O lance foi comparado ao famoso gol de Pelé em 1969 contra o mesmo adversário, por sua importância emocional.

O que mudou na tabela após este resultado?

Antes da partida, o Palmeiras liderava com 68 pontos (21 vitórias). Após a derrota, caiu para 68 pontos, mas perdeu a liderança por critério de saldo de gols, sendo ultrapassado pelo Flamengo, que venceu seu jogo no mesmo dia. O Santos, com 36 pontos, subiu para 18º lugar, a apenas três pontos da zona de rebaixamento. A diferença entre o primeiro e o segundo colocado passou de 14 para apenas dois pontos, abrindo a disputa pela taça.

O Palmeiras ainda pode ser campeão?

Ainda é possível, mas o caminho ficou muito mais difícil. Com 68 pontos e 13 jogos restantes, precisará vencer 10 deles e empatar os outros três para chegar a 99 pontos — um número que, historicamente, só foi alcançado por dois campeões desde 2010. A derrota em casa, especialmente contra um time na zona de rebaixamento, abriu brechas na confiança do elenco e na pressão da torcida. O técnico Abel Ferreira admitiu que "o time precisa recomeçar do zero".

Qual foi o impacto da presença de Neymar na torcida?

A presença de Neymar atraiu mais de 27 mil torcedores ao Vila Belmiro — o maior público do Santos desde 2021. Nos bastidores, a bilheteria bateu recorde, com vendas de camisas do jogador ultrapassando 45 mil unidades em 24 horas. Nas redes sociais, o hashtag #NeymarDeVolta foi trending no Brasil por 18 horas. Para muitos, foi mais que um jogo: foi um retorno à identidade do clube, que viu seu maior ídolo voltar não como estrela de passagem, mas como peça-chave da renovação.

O que vem a seguir para Santos e Palmeiras?

O Santos enfrenta o Ceará em casa na próxima rodada, com o objetivo de manter o impulso e fugir da zona de rebaixamento. Já o Palmeiras viaja para enfrentar o Botafogo, em jogo crucial para manter as esperanças no Brasileirão e também se preparar para a Copa Libertadores, onde é favorito. Ambos os times têm jogos na semana seguinte contra adversários diretos — o que torna os próximos 15 dias decisivos para o destino de ambos.

20 Comentários

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    Suellen Cook

    novembro 17, 2025 AT 06:03

    O gol foi bonito, mas o Palmeiras perdeu a cabeça antes do apito final. Não foi o Rollheiser que venceu, foi a falta de calma do time que achava que já tinha o título no bolso. E Neymar? Ele não precisou marcar, só precisou existir. E existiu. Ponto final.

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    Wagner Wagão

    novembro 17, 2025 AT 11:24

    Essa vitória é mais que um ponto na tabela. É um sopro de vida pra torcida do Santos. Depois de anos de esquecimento, de jogadores que só passavam por lá, Neymar voltou como quem volta pra casa. Não é só técnica, é alma. E quando o time sente que o ídolo ainda acredita, o resto segue. O que aconteceu hoje é o que o futebol brasileiro precisa mais: emoção com significado.

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    Joseph Fraschetti

    novembro 18, 2025 AT 05:21

    Então Neymar jogou 90 minutos e não marcou? Mas ajudou no gol? Como assim? O que é assistência? É quando você passa e outra pessoa marca? Porque eu não entendi bem. E o Rollheiser é quem? O que ele fez antes disso?

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    Alexsandra Andrade

    novembro 19, 2025 AT 07:54

    Eu chorei. Sério. Não é exagero. Vi meu pai, que tem 75 anos, batendo palma no sofá como se fosse 1982. Ele disse: "Isso é o que eu lembro quando eu era criança". Neymar não é só um jogador. É um símbolo. E hoje, ele fez o Santos respirar de novo. Não importa se o time ainda tá no Z-4. Hoje, a gente acreditou. E isso é mais que três pontos.

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    Nicoly Ferraro

    novembro 20, 2025 AT 16:56

    QUE JOGO!!! 🙌 O Palmeiras achava que era imbatível, mas o futebol tem esse dom: ele põe humildade na cara de quem acha que já venceu. Rollheiser, o herói anônimo. Neymar, o rei que voltou. E o Vila Belmiro? Um mar de azul e branco, com chuva leve e coração quente. Isso aqui é futebol, não negócio.

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    isaela matos

    novembro 22, 2025 AT 03:40

    Essa vitória é tudo que o Santos precisava pra se esconder atrás de um herói. Mas a verdade? O time ainda tá no Z-4. Neymar não vai salvar ninguém. Só tá fazendo show pra vender camisa. E o técnico? Ainda tá no comando? Sério?

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    Carla Kaluca

    novembro 23, 2025 AT 03:33

    Rollheiser? Rolheiser? Rolhesier? Tava com o nome errado no placar? E Neymar fez 2 assistencias? Mas ele ta com 33 anos, nao ta mais no barca, e o time ta no z4, entao isso tudo é so marketing. O palmeiras ta melhor, so perdeu por um gol. Nao muda nada. E o brasilerio ta todo errado, o flamengo ta em 2 por causa de um jogo q nao era nem importante

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    TATIANE FOLCHINI

    novembro 24, 2025 AT 15:41

    Então o Neymar voltou e o Santos venceu... mas e se ele tivesse ficado no Barcelona? Será que o Palmeiras ainda seria campeão? Será que o mundo seria diferente? Será que a gente tá vivendo só uma ilusão? Porque quando um ídolo volta, a gente esquece que o futebol é um jogo. E aí, quando o jogo acaba, a gente volta pra realidade. E a realidade? O Santos ainda tá no Z-4. E o Palmeiras? Ainda tem 13 jogos. Então... será que isso tudo foi só um sonho?

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    Luana Karen

    novembro 25, 2025 AT 11:15

    Essa partida me fez pensar: o que é um herói? É quem marca o gol? Ou é quem cria a chance? É quem joga 90 minutos com dor no joelho e ainda assim escolhe acreditar? Neymar não é mais o garoto que saiu de Santos com 21 anos. Ele é o homem que voltou com 33, não pra provar nada, mas pra lembrar a todos que o futebol não é só estatística. É memória. É raiz. É quem você era antes de virar lenda. E hoje, ele não foi o melhor jogador. Foi o mais humano. E isso, às vezes, é mais poderoso que qualquer título.

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    Luiz Felipe Alves

    novembro 27, 2025 AT 03:43

    Se o Palmeiras tinha 68 pontos e liderava por 14, e o Santos tinha 36, então a diferença era de 32 pontos. A vitória por 1 a 0 reduziu isso para 31. Então, tecnicamente, o Palmeiras ainda tem uma vantagem de 31 pontos. A ideia de que "a liderança foi tirada" é uma falácia estatística. O que mudou foi a moral, não a tabela. E moral não é algo que se mede em pontos. É algo que se sente. E o Palmeiras sentiu. Mas não perdeu nada ainda.

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    Ana Carolina Campos Teixeira

    novembro 28, 2025 AT 08:47

    A análise apresentada é profundamente sentimental e carece de rigor jornalístico. A vitória do Santos, embora emocionalmente significativa, não altera a realidade objetiva da competição. O Palmeiras permanece com o mesmo número de pontos, e o critério de desempate é o que define a liderança. A narrativa construída em torno de Neymar é uma construção midiática que desvia o foco da necessidade de reformulação estrutural do clube santista. A emoção não sustenta um time na Série A.

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    Stephane Paula Sousa

    novembro 28, 2025 AT 10:31

    o gol foi lindo mas a vida é assim nao e tudo sobre vitorias e derrotas e sobre o que a gente carrega dentro a gente ta vivendo um momento onde o futebol ta mais perto da alma do que da tabela e isso ta bom mas nao e suficiente pra mudar o que ta errado la dentro

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    Edilaine Diniz

    novembro 29, 2025 AT 06:58

    Eu só queria dizer que vi meu irmão, que não fala com a gente desde o ano passado, mandar uma mensagem só dizendo "Neymar voltou". Depois de dois anos de silêncio. Isso é mais que um gol. Isso é cura. O futebol às vezes é o único idioma que ainda une as pessoas. E hoje, ele falou por todos nós.

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    Thiago Silva

    novembro 29, 2025 AT 20:38

    Essa vitória foi um milagre? Não. Foi um acidente. O Palmeiras dormiu. O Santos teve sorte. Neymar é um ator que sabe vender emoção. O time ainda tá no Z-4. O técnico ainda tá lá. O que muda? Nada. Só que agora todo mundo tá falando de um jogo que não resolveu nada. E o pior? A imprensa vai transformar isso num filme. E o Santos? Vai continuar sendo o mesmo time que perdeu 7 dos últimos 10 jogos. Só que agora com mais luzes.

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    Gabriel Matelo

    novembro 30, 2025 AT 21:41

    A vitória do Santos, embora simbolicamente poderosa, deve ser analisada sob a ótica da sustentabilidade esportiva. O futebol moderno exige estrutura, planejamento e consistência. Um único resultado, por mais emocional que seja, não redefine a trajetória de um clube que sofre com crise institucional há mais de uma década. A presença de Neymar é um fenômeno cultural, mas não substitui a necessidade de governança técnica. O verdadeiro desafio não é vencer o Palmeiras, mas construir um projeto que perdure além de um gol de último minuto.

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    Luana da Silva

    dezembro 1, 2025 AT 17:05

    Rollheiser. 91'. Gol. Palmeiras: 68. Santos: 37. Neymar: 90 min. Vila Belmiro: lotado. Tabela: mudou. Mentalidade: quebrada. O resto? É marketing. E o Ceará? Vai ganhar.

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    Pedro Vinicius

    dezembro 3, 2025 AT 04:14

    o que mais me toca nisso tudo é que o futebol não é sobre quem tem mais dinheiro ou mais títulos é sobre quem ainda sente o peso do uniforme e escolhe continuar mesmo quando todo mundo esqueceu de quem você é e hoje o Neymar lembrou a todos que o Santos não é só um clube é uma memória viva e isso é mais forte que qualquer campeonato

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    Mailin Evangelista

    dezembro 3, 2025 AT 16:14

    Outro jogo emocional que não muda nada. O Santos ainda vai cair. Neymar tá no fim. O Palmeiras só perdeu por um gol, mas tem o elenco melhor. E todo mundo aqui tá fingindo que isso é um milagre. É só um gol. Um só. E o resto? É ilusão. Vocês estão todos se enganando.

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    Raissa Souza

    dezembro 5, 2025 AT 06:06

    A narrativa sentimental é desprovida de qualquer base objetiva. O Santos, historicamente, não possui estrutura para competir no topo. A presença de Neymar é um recurso de marketing, não de futebol. A derrota do Palmeiras é um episódio isolado, e a ideia de que a liderança foi "tirada" é uma distorção jornalística. A verdadeira elite do futebol brasileiro não se define por emoções, mas por resultados consistentes ao longo de uma temporada inteira.

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    Wagner Wagão

    dezembro 6, 2025 AT 19:51

    Quem disse que o Santos não tem estrutura? Olha só o que aconteceu hoje: um time que não tinha nada, mas tinha alma, venceu o time que tinha tudo, mas perdeu o coração. Estrutura não é só dinheiro. É coragem. É quem vai pra cima mesmo quando todo mundo diz que não dá. O Santos não é só um clube que joga. É um clube que sente. E hoje, ele sentiu mais do que nunca.

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