Ron Ely, Lendário Tarzan dos Anos 60, Morre aos 86 Anos

Ron Ely, Lendário Tarzan dos Anos 60, Morre aos 86 Anos
vitor augusto 25 out 2024 9 Comentários Entretenimento

Ron Ely, uma Carreira Marcada por Tarzan

Ron Ely, conhecido em muitos lares por seu papel como Tarzan, no seriado televisivo dos anos 1960 da NBC, deixou uma marca indelével no mundo do entretenimento. Antes de se tornar o rosto do herói da selva, Ely teve uma trajetória que incluiu diversos outros desafios no ramo da atuação. Nascido em Hereford, Texas, em 21 de junho de 1938, Ely cresceu em Amarillo, onde começou a cultivar seus talentos que, posteriormente, o levariam à fama. Sua carreira atingiu seu ápice com Tarzan, um papel que desempenhou de forma única, desafiando os perigos das gravações, realizando ele mesmo suas acrobacias, algo raro e arriscado na época.

O Diferente Tarzan de Ron Ely

A personificação de Tarzan por Ron Ely não era o tradicional "homem da selva" de fala rude e intelecto limitado, mas sim um homem sofisticado, com uma profunda história pessoal. Tarzan, vivido por Ely, era culto e havia regressado à selva africana após se decepcionar com a civilização. Essa abordagem moderna e complexa do personagem ajudou a redefinir Tarzan para uma nova geração e o diferenciou de Charlie Weissmuller, o ator olímpico inicialmente associado ao papel nos anos 30 e 40.

Realmente, Ely precisou enfrentar certo receio ao aceitar este papel emblemático, temendo ser preso ao estereótipo. Contudo, sua performance não só evitou essa armadilha como também enriqueceu o personagem com profundidade e nuances não vistas anteriormente. Sua habilidade para as acrobacias e lidar diretamente com tigres e chimpanzés trouxe autenticidade ao personagem. Curiosamente, a persuasão do seu agente foi crítica na sua decisão final de aceitar o papel, o que, em retrospectiva, foi um passo essencial para sua carreira.

Contribuições Além de Tarzan

Após seu sucesso como Tarzan, Ron Ely continuou a expandir seus horizontes criativos, participando de outros projetos audiovisuais e explorando seus dotes literários. Em 1975, ele estrelou "Doc Savage: The Man of Bronze", que novamente destacou sua habilidade em filmes de ação. Além do cinema e televisão, Ely se aventurou no mundo literário com a publicação de dois romances de mistério, "Night Shadows" e "East Beach", ambos focados no detetive fictício Jake Sands. Sua destreza em narrativa estendeu sua relevância cultural para além das telas, trazendo algo novo para seus admiradores e para o público amante da literatura de mistério.

A Vida Pessoal e os Desafios de Ely

Embora a carreira de Ely tenha sido rica e bem-sucedida, sua vida pessoal teve momentos de tragédias profundas e desgastes emocionais. Após seu primeiro casamento ter terminado em 1961, ele encontrou em sua segunda esposa, Valerie Lundeen Ely, uma parceira duradoura. Valerie, ex-Miss Florida, conheceu Ely quando ele apresentava o concurso Miss America, e o casal logo formou uma família com três filhos. No entanto, a tragédia marcou a família Ely em 2019, quando Valerie foi morta por seu filho, Cameron Ely, em um episódio que terminou com a morte de Cameron pelas mãos das autoridades.

Legado de Ron Ely

Ron Ely, cujos últimos anos foram dedicados principalmente à família, deixa um legado multifacetado, tanto nas artes quanto como indivíduo, marcando aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo de perto. Retirou-se da atuação em 2011, mas fez uma breve aparição no filme para TV "Expecting Amish" em 2014. Não obstante, sua influência e memória continuam vivas através de suas filhas, Kirsten Casale Ely e Kaitland Ely Sweet, que mantêm viva a chama do que Ely representou como artista e pai.

9 Comentários

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    Yael -

    outubro 26, 2024 AT 14:54
    RIP Ron Ely... esse Tarzan era o único que realmente parecia ter uma alma. Não era só músculo, era história, era dor, era inteligência. E ele fez tudo isso sem precisar de CGI. Nossa, como o cinema era outro tempo...
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    Mauro Cabral

    outubro 27, 2024 AT 08:15
    Ah, claro. O Tarzan culto. Como se alguém que cresceu na selva soubesse citar Nietzsche. Eles sempre precisam romantizar o selvagem para que os brancos se sintam menos culpados por colonialismo. Mas claro, ele fazia as acrobacias... então tá, merece um troféu de herói da NBC.
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    Joarez Miranda

    outubro 28, 2024 AT 21:09
    Ron Ely foi um dos poucos atores que conseguiram transformar um papel icônico em algo humano. Não foi só atuação, foi respeito ao personagem. E ainda fez literatura depois? Isso é raro. Muitos se prendem ao sucesso e esquecem de crescer. Ele cresceu.
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    Preta Petit

    outubro 29, 2024 AT 16:00
    alguem acha que o filho dela nao foi manipulado pelo governo? tipo... e se o tarzan tivesse sido um agente secreto e a esposa descobriu? e se o filho foi usado pra apagar tudo? eu acho q o que a gente sabe e so a ponta do iceberg...
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    VICTOR muniz

    outubro 30, 2024 AT 08:59
    Brasil tá ficando mole, agora chora por Tarzan? E os heróis de verdade? Os soldados? Os policias? Esse cara só fez filme de tigre e macaco e virou lenda? Pq não homenageia quem realmente protege o país?
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    Camila Undurraga

    outubro 30, 2024 AT 15:20
    A vida dele foi um espelho. A selva, a civilização, a perda, a redenção. Ele não era só um ator. Ele era um homem que carregou peso. E ainda assim, continuou criando. Isso é coragem.
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    gabriel miranda da silva

    outubro 30, 2024 AT 23:28
    lembram quando o tarzan era o unico q podia falar com os animais? hoje em dia se vc fala com um macaco no zoo acham q vc é louco. a gente perdeu algo importante...
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    Joarez Miranda

    novembro 1, 2024 AT 20:02
    O comentário do Mauro é típico de quem confunde crítica com cinismo. Ron Ely não romantizou Tarzan, ele humanizou. E isso é raro em qualquer época. O personagem não era um símbolo de colonialismo, era um símbolo de reconexão com a natureza - algo que hoje, mais do que nunca, precisamos lembrar.
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    Pedro Cardoso

    novembro 2, 2024 AT 09:27
    Ron Ely era o tipo de ator que você não esquece. Ele fez Tarzan com respeito, com profundidade, com silêncios que falavam mais que diálogos. E depois, ainda escreveu livros? Isso não é fama, é vocação. Ele não viveu para o aplauso. Viveu para contar histórias. E isso, meu amigo, é o que realmente importa.

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